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02/06/2010

Terroristas treinam na «Pérola do Índico»??

Quando tudo parecia estar sob nosso controlo (e as autoridades moçambicanas asseguram que está mesmo) somos surpreendidos com uma informação aterradora que, a constituir verdade, representa um enorme desafio para os responsáveis pela nossa segurança: campos de treinos de terroristas em Moçambique!
A informação foi avançada num Relatório entregue ao Congresso dos Estados Unidos pela Fundação NEFA, uma instituição que se auto-denomina de instituto a-político e que integra, no colectivo de seus investigadores, jornalistas, académicos e antigos analistas de informações que trabalharam para o FBI e para o Departamento de Defesa dos EUA.


O que diz o Relatório?
O Relatório alerta as autoridades para a possibilidade de ocorrerem ataques durante o Mundial de Futebol que se vai realizar dentro de dias na vizinha República da África do Sul. A NEFA afirma igualmente que equipas de vigilância e de ataque já se encontram bem estabelecidas no interior da África do Sul, com a finalidade de lançar ataques simultâneos e ao acaso durante o Mundial.
De acordo com o documento entregue à comissão antiterrorismo do Congresso, militantes somalis e paquistaneses estabeleceram campos de treino no norte de Moçambique e os membros treinados nestes campos podem ter viajado para a África do Sul para se juntarem ou formarem células que planeiam ataques ao Campeonato do Mundo.
Falando à Agência Lusa, o especialista de segurança Ronald Sandee, responsável pela investigação na Fundação afirmou que os campos de treino terroristas em Moçambique “já fizeram o seu trabalho” na preparação de atentados durante o campeonato do mundo de futebol na África do Sul, onde já está a maioria dos operacionais, .


Onde são treinados os terroristas?
O Relatório sugere que os terroristas começaram o seu trabalho nos anos 2004 e 2005, logo que tiveram a certeza de que o Mundial de futebol iria ter lugar na República da África do Sul. Na sequência, os terroristas terão estabelecido três campos de treino em Moçambique sendo um na Província de Tete (centro de Moçambique) e dois na Província de Nampula (norte do país). Nos referidos campos, treinam militantes somalis, paquistaneses, indianos e bengaleses. Os terroristas terão escolhidos os pontos do país onde a presença do Estado é muito frouxa, designadamente, regiões que estiveram sob domínio da Resistência Nacional Moçambicana no decorrer da guerra dos 16 anos.


Quais são os grupos terroristas envolvidos?
O Relatório sugere que estes campos albergam militantes ligados ao movimento terrorista «Al Qaeda» de Osama bin Laden e membros dos aliados somalis, as famosas e temíveis milícias «Al Shabaab». Como responsável pelos ataques durante o mundial aponta-se um paquistanês de nome Ibrahim Ibrahimi.


Como pretendem operar os terroristas?
A Fundação afirmaque tem informações segundo as quais os terroristas adoptarão diversos métodos de operação: ataques em simultâneo a diversos alvos, ataques ao acaso e, inclusive, ataques de tipo «kamikaze».


A motivação dos terroristas:
Numa comunicação supostamente interceptada pela equipa de investigação, em meados de Abril deste ano, um porta-voz da Al-Qaeda afirma: «o povo sul africano deve afastar-se, não só das competições que envolvem os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, mas também das que envolvem aqueles que troçaram do profeta Maomé - a Dinamarca e a Holanda».


O que dizem as autoridades moçambicanas?
O Chefe de Estado Moçambicano, Armando Guebuza, já reagiu a estas informações considerando improvável que aquelas províncias estejam a albergar campos desta natureza, tendo entretanto, alertado as forças de Segurança para estarem muito atentas.
Já Pedro Cossa, o porta-voz da Polícia moçambicana não tem sombras de dúvidas: não é verdade que haja campos de treino de terroristas em Moçambique e estas informações só podem vir de pessoas que não querem que o Mundial da África do Sul seja um sucesso.


Nós
É difícil tomar, logo à partida, uma posição clara sobre este assunto. Entendemos que o Presidente da República tomou a posição mais sensata ao não negar de pronto e em absoluto a veracidade das informação, mostrando entretanto e justamente, o seu cepticismo quanto ao assunto. Entendemos que para além da advertência para as nossas forças estarem «muito atentas» seria importante uma profunda investigação interna, já que a existência de campos de treino de militantes terroristas é uma questão de segurança do próprio Estado Moçambicano.


Estamos atentos, a ver vamos!






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